London Project 2015 – Stage Paris – Plan Voyage – le 2ème jour

Segundo dia 😀

Como somos privilegiadas, o tempo estará maravilhoso e sairemos cedo pela manhã para tomar café na rua. Provavelmente, o sol estará nascendo lá pelas 8h10 ou 8h15 (pôr do sol às 18h), então acho que sair antes das 8h é uma boa.  O trajeto seria sair pela Monge à esquerda, pegar a rue Roullin, depois Cardinal Lemoire à gauche de novo até a Pl de la Contrescarpe, passar a Mouffetard e pegar a Brainville e enfim a Estrapade desde o início e subir. A rue Clotilde fica atrás do Panthéon. Seguindo pela Estrapade até a Place de l’Estrapade, tem o Café de la Nouvelle Mairie (dica do Conexão Paris).  Ou, pegando a rue Clotaire logo após a Place de l’Estrapade saímos na Place du Panthéon e dali já caímos na rue Soufflot, onde há vários cafés, inclusive um MacDo, para alegria da Val  😀

Da frente do Panthéon (rue Soufflot), até o Boulevard Saint Michel é um pulinho e então entramos no Jardin de Luxembourg (abertura dos portões às 8h nessa época) pela entrada à esquerda da rótula (Place Edmond Rostand, o autor de Cyrano de Bergerac), o Portail Saint-Michel.  Nesse caminho, logo à direita tem a estátua da Boca da Verdade (a original está em Roma).  Seguindo reto, chegamos ao lago do jardim central.  Daí passamos na frente do Senado, saímos do círculo do lago, descemos as escadas, passamos as quadras de tênis (e buvette des marionetes, e carrossel) e chegamos na mini Estátua da Liberdade 😀  Depois seguimos em direção à Vaugirard e vamos visitar minha árvore (óiiiinnnnn), porque eu pre-ci-so atualizar minha foto lá 🙂

JardinLouxembourg

Saindo do Luxembourg pela Vaugirard (até 9h30, será que conseguimos?), indo por ela até a rue Bonaparte, e depois seguindo pela Bonaparte, chegamos na Saint Sulpice, a igreja que é lindinha e aparece no Código da Vinci.

Saindo da igreja, voltamos à Bonaparte até que ela encontre a rue du Four e chegamos na Citypharma mais famosa de Paris (para as brasileiras, pelo menos).  Parada para compras.  Ou não 😉  O teto para sair daqui em direção à St. Germain des Prés é 11h.

Seguindo a Bonaparte novamente, chegamos no Boulevard Saint Germain, bem na quadra da St. Germain des Prés. Olhamos a igreja, saímos, retornamos ao Boulevard para pegar o metrô 4 na estação Saint Germain des Prés (até Châtelet, correspondance pra linha 1 até Hôtel de Ville), ou vamos a pé seguindo a rue Bonaparte até o Sena: olhar o rio, atravessar uma das pontes para rive droite, entrar no pátio do Louvre e ir para Rivoli e Hôtel de Ville, para visitar o Paris Rendez Vous (29, rue de Rivoli – aberto de segunda a sábado das 10 às 19h), a lojinha da prefeitura de Paris que não consegui ir na última vez 😦

De lá, pegamos a linha 1 de novo até Champs Elysée Clemenceau e vamos almoçar (ou fazer um lanche, pensei em chegar no máximo 13h30) no café do Petit Palais 🙂 Depois do almoço, esticamos as pernas até a Pont Alexandre III, de onde voltamos para o lado esquerdo do Sena e para a Esplanade des Invalides.  De Invalides é possível pegar o RER C até Saint-Michel, trocar para o RER B e voltar ao hotel para deixar as sacolas.

Voltamos ao Louvre lá pelas 16h, 16h30, dessa vez para ver a Mona 😉   Louvre visto, saímos lá pelas 18h e, aí sim, andamos pelas Tuileries até La Concorde.   Do metrô na La Concorde até o meio da Champs, comprar algo na Disney talvez, entrar no Starbucks e seguir em direção ao Arco do Triunfo para subir (ingresso 9,50€) e ver a cidade lá de cima (e a Torre iluminada).  Teremos lua cheia nesse dia 😀

É uma vista bem legal porque o Arco fica na Place de l’Étoile (ou Place Charles de Gaulle), que é uma praça de onde saem 12 avenidas (de onde o nome Estrela).  A visitação encerra às 22h30, para valer a pena a pernada (são 300 e tantos degraus), temos que subir lá pelas 21h. E aí, para finalizar, falta Montmartre.

Saimos do Arco pela linha 6.  Fazemos toda a volta, até Nation, onde pegamos a 2 para descer na Blanche e olhar o Moulin Rouge.  Andamos até a rue Lepic (do lado do Moulin), onde fica o café do filme Amélie Poulan, o Café des Deux Moulins (15, rue Lepic 75018).  Do 2 Moulins é possível sair pela Lepic até um restaurante indicado pelo Conexão Paris, o Jeanne B (61, rue Lepic 75018).  Seguindo a Lepic até a rue des Abesses, encontramos a estação Abesses (linha 12), perto de onde está a praça com o Muro dos Je t’aime.  Saindo da praça e pegando a rue Yvonne le Tac, conseguimos chegar ao funiculaire pela Chappe até a Andre Barsacq, ou pela Tardieu.  Com o funiculaire vamos até o parvis da Sacré-Coeur. E, tendo visto a Sacré-Coeur, é voltar para o hotel, fechar as malas e dormir.

London Project 2015 – Stage Paris – Plan de voyage :)

E finalmente a parte legal: planejar os lugares que vamos visitar \o/\o/\o/\o/

Calculo eu que lá pelas 17h30, 18h já estaremos lépidas e faceiras dentro do quarto, com check in e carregamento de malas feitos.  Sairemos então do Quartier Latin em direção à Île St Louis, pela estação Place Monge (linha 7) até a estação Pont Marie. Da estação entramos na Île St Louis e seguimos até a Île de la cité, passando pela Notre Dame e pelo Sena. Daí vamos para o Hôtel de Ville e Rue de Rivoli.

Do Hôtel de Ville vamos para o Louvre, de metrô novamente, saindo direto em Louvre Rivoli ou Palais Royal Musée du Louvre (linha 1).  Vamos ao ‘pátio’ das pirâmides e olhamos a entrada do Jardin des Tuileries, depois do pequeno Arco do Triunfo.  O Jardin fecha no inverno às 19h30.  É um passeio bem bacana, mas pra não parecer que estamos correndo uma maratona ou fazendo uma gincana, acredito que vamos ficar por ali admirando e, depois, vamos de metrô até o meio da Champs (estação Franklin D. Roosevelt).

E já que não vamos na Disney Paris, vamos chegar na Disney Store (44, Av des Champs Elysées, 75008), que fica do lado direito de quem segue em direção ao Arco do Triunfo.  Teremos que entrar no Monoprix (52 av Champs Elysée) para comprar bebida (garrafas de plástico) e comida (é melhor prevenir).  Na sequência tem um Starbucks (67-68 av Champs Elysee), que as cafélotras também terão que visitar, mas não nesse momento. hehehe.  Comprei ingressos para a Tour Eiffel no horário das 21h30, então temos que chegar na Place de l’Etoile às 20h30 para pegar a linha 6 do metrô em direção à Bir-Hakeim.  Li o pdf com as regras de acesso e saliento que: é permitido entrar com bolsas/mochilas de tamanho normal, nada muito grande que atrapalhe a circulação (ou que cheire mal ?!?).  É proibido portar garrafas de vidro ou latas; ou vestir-se de modo a ‘causar problemas’ com as outras pessoas.  Não tem bagageiro ou armários (já imaginou a loucura para controlar??), então se algo não passar pela segurança tem que jogar fora.

A Torre fecha às 22h30, imagino que ficaremos até fechar, principalmente se eu conseguir entrar no rinque de patinação:D

Se estiver chovendo, o roteiro alternativo é ir direto pela linha 7 da Place Monge até a estação Palais Royal Musée du Louvre.  Daí saímos direto em direção ao pátio das pirâmides e Jardin.  Mesmo chovendo, vale visitar. Voltamos para a estação e vamos de metrô até a Franklin Roosevelt, onde saímos em direção à loja da Disney, Monoprix e Starbucks (limite 20h). Retornamos ao metrô e vamos em direção à Tour Eiffell. Para sair da Torre, podemos atravessar até o Trocadéro ou pegar direto a linha 6 até Place d’Italie, onde pegamos nossa linha 7 em direção ao hotel. A estação Place Monge fica perto da Place de la Contrescarpe (pegando a rue Lacépède), onde podemos jantar e encerrar esse primeiro dia em Paris.  A Place de la Contrescarpe e a Rue Moffetard são reduto de estudantes, então tem vida noturna até um pouco mais tarde.  Claro que se o tempo estiver muito ruim nada é garantido, e é por isso que vamos passar no Monoprix antes 😉

London Project 2015 – stage Paris

Não consigo ir para a Europa sem passar em Paris! #prontofalei

Naturalmente, todo mundo que me conhece sabe disso 🙂  Dessa vez, vou cometer um crime: ficaremos pouco mais de um final de semana (ou pouco menos, na verdade), mas as outras opções eram deixar de ir para Dublin (pela primeira vez) em um final de semana, ou não ir à Paris 😦  Então, a solução foi incluir Paris como última etapa de nossa viagem (já na passagem inicial) e depois ‘sambar’ pra montar um roteiro decente: é a primeira vez da minha irmã em Paris 😀

Regra número um para uma viagem relâmpago: location, location, location!! ou emplacement, emplacement, emplacement!! Que no nosso caso foi no Quartier Latin.  Pensei em ficar no amado Marais, mas, para facilitar nossos deslocamentos, principalmente os noturnos, preferi ficar na outra margem do Sena 😉

Informations pratiques: teríamos aula até a sexta-feira 06 de fevereiro ao meio-dia.  A estação de metrô da nossa escola, a Islington Centre for English é a Angel da linha Northern (preta), linha que pegaríamos para ir até a estação Bank, de onde pegaríamos o DLR (ou Docklands Light Railway) direção Woolwich Arsenal até o London City Airport, como indicado no Journey Planner.  São apenas três estações, mas como há mudança de linha (Bank é da linha Circle, vermelha), prevejo uma pernada, o que, com malas, pode não ser uma boa ideia.  Vamos ter que descobrir fazendo esse trajeto sem malas em algum momento antes da viagem. Nosso vôo sai às 14h15.

Também é possível ir pela Canary Wharf Station (da Jubilee Line – cinza), mas não sei se não é trocar seis por meia-dúzia.

Outra opção é marcar um mini-cab ou transfer.  No Aprendiz de Viajante tem a indicação do Tam Transfer Londres, um transfer de brasileiros, com uma página bacana e um preço meio salgadooooo.  Mas, pela comodidade, pode ser a melhor coisa a fazer.  Vai depender do número de malas nessa finalera da viagem.  É sempre uma incógnita!! 😉

Enfim, depois de ir para o LCY, o próximo perrengue é em Paris, onde a previsão de chegada é às 16h35, por Orly.  Já cheguei e parti por Orly, a TAP opera lá, mas nunca cheguei no meio do dia, quando existe uma real opção de pegar o metrô ou um ônibus direto para o deslocamento até Paris intramuros (e até o hotel).  Os detalhes das mil e uma dúvidas sobre os deslocamentos em Paris estão aqui.

London Project – Stage Paris – Chapitre transports

Chegar a uma nova cidade é maravilhoso!  Retornar a um lugar especial também!!  Na segunda (ou terceira, quarta, whatever) vez, já reconhecemos alguns lugares, as cores, os sons, e isso é uma delícia.  Quando é uma velha conhecida então, além dessa sensação de ‘pertencimento’ temos vantagem também no planejamento 😉   Ou, pelo menos, o conhecimento prévio nos permite saber onde poderão aparecer problemas, onde estão os abacaxis.  Ainda assim, eu tento não decidir tudo sozinha – e sugiro fortemente que as decisões sejam o mais democráticas possíveis – porque, quando as coisas estão acontecendo (durante a viagem), é preciso ter claro que as opções feitas antes do avião decolar foram as melhores escolhas que se poderiam tomar naquele momento (tudo tem dois lados).  E dito isto, vamos ao imbróglio do momento: transportes em Paris, dentro da cidade, de e para os aeroportos.

AEROPORTOS

Escolhas fáceis:

– Chegando ou saindo de madrugada, nos horários de pico (quando os metrôs estão cheios de trabalhadores se deslocando de casa para o trabalho ou vice-versa) ou em grupo de mais de 3 pessoas, sempre vale mais a pena pegar um táxi.

– Com UMA mala grande (que você consiga levantar do chão) e uma mochila, dá tranquilamente para fazer o trajeto de metrô ou utilizando uma das opções de transfer com ônibus direto. Não é o nosso caso no momento.  Vamos chegar de Londres por Orly e partir pro RJ de CDG Roissy.  Como vamos ficar um único dia inteiro, metade de outro e algumas míseras horas de um terceiro (tempo reduzidíssimo), o transporte ficou meio enrodilhado.  Estamos em duas, com poucas malas, querendo economizar, e o lógico seria ir de RER.  Mas, como não primamos pela paciência (hehehe) e outras questões que vou enumerar abaixo, estou com muuuuuuiiiiitas dúvidas:

– O Orly não é ligado diretamente à linha RER B, que faz o transporte do aeroporto à Paris. É preciso sair do terminal em que estiver, pegar um trem automático chamado Orlyval até a Gare d’Antony (na cidade de Antony) onde, aí sim, é possível pegar o RER B e descer em uma das estações de Paris.  No nosso caso, Luxembourg.  O valor de hoje (jan2015) do ticket Orlyval + RER B é 12,05€.  Trajeto único.  Como são dois tickets: 24,10€.  E temos que comprar mais tickets para andar na cidade.  E ainda, esse trajeto aeroporto-Orlyval-RERB pode ter várias escadas, vamos carregar as malas, talvez uma tenha que ficar esperando enquanto a outra transporta a mala na escada e coisas do gênero.

– Orly também oferece a opção de um ônibus direto, o OrlyBus, que sai do aeroporto e vai até a praça Denfert-Rochereau, onde há uma estação servida pelo RERB e pelas linhas 4 e 6 do metrô.  É uma opção que também serviria a nós, pegaríamos o OrlyBus no terminal do aeroporto, desceríamos em Denfert-Rochereau, faríamos então a correspondance para o RERB e também desceríamos na Luxembourg (são duas ‘paradas’).  Da estação, é necessário ainda seguir a pé até nossa rua (cerca de 15′ de caminhada) com nossas malinhas.  Cansei só de escrever, viu?  O custo disso é 15,40€ (7,70€ x 2), apenas pelos tickets do OrlyBus.  Para andar no RER B temos obrigatoriamente que adquirir tickets ou passes, mas aí já dentro das zonas 1-2, mais barato.  Orly está na zona 3.

– A terceira opção é pegarmos um táxi de Orly para Paris, o que custaria cerca de 30€.  Saímos da porta do aeroporto para a porta do nosso hotel, sem escalas e sem carregamento de malas pelas ruas.  Em caso de chuva, é a única opção possível (em minha modesta opinião).

A outra ponta do problema:

– CDG Roissy é ligado diretamente à cidade pelo RER B e fica mais distante da cidade (zona 5), então usar o metrô é bem factível. No entanto, fiz a reserva no hotel pensando em usar o serviço do RoissyBus.  E voilá porque tenho insistido em usar o nome CDGRoissy: em Paris não existe CDG.  Os locais dizem Roissy 🙂  Enfin, o RoissyBus é um ônibus direto do centro de Paris, no caso ao lado da Opéra, até o aeroporto, por singelos 11 euros.  Considerando que o táxi pode dar uns 70€ , é uma ótima opção.  Fiz a reserva pensando nisso porque a estação mais próxima ao nosso hotel é da linha 7 que, vejam só, é a linha da Opéra.  Então, saímos do hotel, pegamos a linha 7 em direção à Opéra, descemos, pegamos o RoissyBus e desembarcamos no aeroporto.  Por 22€ o trecho (as duas).  Faremos check out às 7am do domingo, então, só precisaremos de um ticket para usar o metrô até a Opéra.  Nosso vôo sai às 10h30 am.  Não estaremos livres das escadas no metrô, mas já estaremos indo embora e é apenas nesse trecho, acho menos ruim.

PARIS INTRAMUROS:

– A princípio, pensei em comprar o pacote de 10 tickets, que dá desconto no valor unitário.  O pacote custa 14,10€. Claro que ainda temos de avaliar o quanto usaremos metrô, mas como será inverno, pode estar chovendo e certamente estará bem frio, as chances de usar bastante o metrô (e andar menos) são grandes.  Se usarmos o OrlyBus na chegada, na sexta, usaremos 2 tickets.  No domingo, precisaremos de mais 2.  Então seriam no mínimo 4.  Para sair do Quartier Latin na sexta, poderíamos usar mais alguns, para tipo: dar uma olhada na Notre Dame, na Opéra, no Louvre à noite…

– Tem também o ticket Mobilis, que é um título (passe) de um dia, ilimitado, dentro das zonas escolhidas.  Na zona central, 1-2, o valor de 1 dia é 7 euros.  Se decidirmos andar de metrô na sexta pode ser uma opção.  Seriam 14€ (7×2) para andar ilimitado + 3,20€ dois tickets para o domingo, que soma 17,20€, mais que o combo de 10 tickets.

– Em Paris, a RATP, que administra o metrô e trens, chama seus diversos tickets de Títulos de transporte. Eles estão descritos aqui. O último que cabe na nossa situação é o ParisVisite, que é um forfait (um plano com preço fixo) com várias opções de zonas de transporte x dias (como o Mobilis), descontos em algumas atrações da cidade e que é válido para ir aos aeroportos, coisa que o Mobilis não permite.  Abaixo as opções: o amarelo é o passe para zonas 1 a 3 válida por 1 dia (11,15€); 2 dias (18,15€) ou 3 dias (24,80€).tarifs_parisvisite CONCLUSÃO:

Ou o que considero as melhores opções, por partes:

– Sair de Orly para o hotel de táxi, por cerca de 30€;

– Comprar, já em Orly, o ParisVisite zonas 1-3 (não há uma opção só 1-2) de dois dias, para usar intramuros no sábado e no domingo, por 36,30€.

– Para ir ao Roissy, comprar o RoissyBus, por 22€ (2 tickets).  Aqui, cogitei comprar o Paris Visite de 1 dia para zonas 1-5, mas como cada passe custa 23,50€, ficou fora de questão.

Total 1: 88,30€ (44,15€ para cada uma)

– Nessa opção, não usamos metrô na sexta; podemos ficar só na Rive Gauche mesmo, não seria um grande problema, desde não esteja chovendo e o frio seja suportável.  Mas, para ter alternativa, dá para manter o táxi (30€), comprar o combo de 10 tickets (14,10€) + o ParisVisite zonas 1-3 de 1 dia (11,15 x 2= 22,30) + os tickets do RoissyBus (22€), somando TT2: 88,40€.

– Ou, manter o táxi (30€), + o combo de 10 tickets (14,10€) + em vez do ParisVisite um Mobilis para o sábado (14€) + os tickets do RoissyBus (22€), o que soma TT3: 80,10€.

– Ou ainda o táxi (30€) + Mobilis 2 dias (28€) + tickets RoissyBus (22€) + 2 individuais (3,20€): TT4 = 83,20€

– Sendo bem pão-dura (e se não estiver chovendo), também é possível pegar o OrlyBus (15,40€) + 4 tickets unitários (2 na sexta, depois do Orlybus + 2 no domingo, para a Opéra) por 7,20€ + o Mobilis de 1 dia (14€) + Roissybus (22€), somando TT5: 58,60€.

A diferença dessa opção para a primeira (com ParisVisite) é 29,70€.  Como é um cálculo para a dupla, fica 14,85€ mais barato para cada uma, mas teremos mais desgaste físico e perderemos mais tempo na chegada (aproveitando menos a sexta).

Usando esse TT5 da opção extraeconômica para comparar com o cálculo incluindo o Mobilis (TT3), fica 21,50€ a diferença (ou 10,75€ para cada uma).

Deu para entender a confusão?

Observação final ou PS:

O ticket-passe é mais fácil de usar (Paris Visite ou Mobilis).  Explico que é preciso guardar o ticket durante o trajeto de metrô, ou seja, usamos na catraca para entrar no metrô e devemos guardar o ticket para uso na catraca de saída do metrô (no caso de RER) ou para mostrar se formos abordados por fiscais de controle.  Se for apenas um ticket, guardar e achar depois é mais fácil.  Quando usamos o combo, temos que guardar o ticket usado separado dos tickets não usados.  Eu tenho uma carteirinha específica para isso, mas já vi várias pessoas fazendo confusão.

And that’s is all, folks!

Nada de guarda-chuva em Paris! É uma lei!

Sabrina_Linus_carro_chapeu

Sabrina Fairchild & Linus Larrabee

A frase é de Sabrina Fairchild. Ou de Samuel Taylor/Ernest Lehman e Billy Wilder, roteiristas e diretor de Sabrina, de 1954.  De qualquer modo, é uma lei sempre válida e que eu sigo à risca 😉

Porque em Paris chove muito, mas não é aquela chuva torrencial do Brasil tropical.  É mais uma garoa, totalmente administrável quando se está com um bom sapato, um casaco adequado e uma écharpe, o trio de ouro do flâneur.  Bem pior que a chuva é o vento: venta muito e venta sempre!  Portanto, é melhor andar mais leve e preocupar-se em estar adequadamente vestido para aproveitar ao máximo: com chuva ou sem chuva, é Paris!!

Mais ainda do que uma lei, andar sem guarda-chuva é um estado de espírito. Não por acaso, essa frase é dita logo após a protagonista Sabrina cantar um trecho de La Vie en Rose, a música eternizada por Piaf como um hino de Paris: Il me dit des mots d’amour, des mots de tous les jours, et ça me fait quelque chose (ele me diz palavras de amor, palavras de todos os dias, e isto faz qualquer coisa em mim).

Já há alguns anos que venho andando mais leve, ou pelo menos tentando 😀

Comecei o post para descrever à minha irmã a melhor maneira de vestir-se no inverno parisiense. Lembrava de uma frase: “Não existe muito frio, e sim pessoas que não se vestem adequadamente”.  Não consegui localizar essa referência, mas escontrei esse texto do Rodrigo Lavalle (que colabora para o Conexão Paris), que diz mais ou menos a mesma coisa.

Ainda que seja inverno, é válido deixar o guarda-chuva/sombrinha em casa e investir no que vai manter o corpo aquecido (e seco): um sapato fechado impermeável que também seja confortável para caminhadas, subidas e descidas de escadas, e ainda rapidamente limpável e secável, preferencialmente com solados de borracha, pra não escorregar e estragar a viagem (resumindo: uma bota); e um casaco impermeável e forrado.  Mesmo nos meses menos frios deve-se ter à mão um casaco (um cardigan, um suéter) porque, à noite, pode ficar bem fresquinho.

A arte de não deixar o calor do corpo sair e de bloquear o frio é algo que está no sangue dos europeus assim como o suingue está no dos cariocas 🙂  Então, todo parisiense anda com o pescoço protegido toujours.  Écharpes, cachecóis, mantas e pashminas são usados por mulheres e homens, sem distinção!! Além do pescoço, alguns cobrem a cabeça, outros ainda cobrem as orelhas.  Pode parecer estranho pra gente porque sentimos o frio nas mãos e pés, mas, entretanto, todavia, ao cobrir a cabeça e as orelhas a sensação térmica melhora. Pelo mesmo motivo que, em casos de hipotermia, os dedos dançam o.O    Isso acontece pela singela razão de que nosso organismo (de tooooooodos nós) entende a cabeça e o coração como prioridades absolutas, então, somos programados internamente para mantê-los aquecidos, usando/desviando todo o calor disponível no corpo nessas/para essas áreas, ‘desligando’ o sistema nas extremidades.  Traduzindo: o argumento de que não sente frio na cabeça NÃO é válido!! Se estiver com frio nas orelhas e/ou cabeça, a situação estará bem ruim, viu??  Faça como os locais (que aprenderam com suas mães e avós) e coloque logo um chapéu, boina, gorro ou algo que o valha, e um cache oreille ou um polaire cache oreille e aproveite mais seus passeios!! (de quebra, pare com o funga-funga no ouvido dos outros!! hehehe) Particularmente, embora uma boina e um polaire serem mais facilmente ‘escondíveis’ na bolsa (por serem dobráveis), j’adooooore um chapéu e um cache oreille 😛   Cada um com seus problemas, né?

Isso de retirar o chapéu, ou boina, ou gorro whatever da cabeça vai acontecer sempre que se entrar em algum lugar. Qualquer lugar.  Graças ao bom e velho (ou novíssimo) aquecimento. E em alguns lugares o aquecimento é tão bom, tão forte, que acredito seja o mais próximo que chegarei do Inferno de Dante: atravessando as águas e sangue ferventes do Rio Estige em direção ao Cemitério de fogo. Sério, é tipo Rio 40 graus.  Uma vez tivemos que sair meio às pressas do Angelina do Jardim de Luxemburgo porque estávamos quase sufocando depois do chocolate quente (dica: peça o chocolate quente à emporter e tome na rua; lá dentro, peça comida e no máximo um chazinho).  E isso depois de tirar chapéus, cache oreilles, casacos e luvas.  E por falar nelas, há milhares de opções de luvas, para todos os gostos e todos os bolsos. Como moro no sul do Brasil, no Rio Grande do Sul, tenho uma coleção infindável delas e, a cada inverno, compro e ganho muitas mais (beijo pra todos que já me presentearam com luvas, adoro!!).  Então, tenho para várias temperaturas 😉   mas se fosse adquirir uma única para o inverno, seria uma luva mais fininha (preta ou cinza), que mantivesse a sensibilidade táctil (permita usar a máquina fotográfica, por exemplo) e casaco com bolsos.  Pra mim não funciona aquela luva sem dedos.  Nem as forradas, que são muito volumosas, não se adequam à todas as situações e são difíceis de guardar.

Enfim, dessa forma é perfeitamente possível caminhar na chuva em Paris como se fosse sempre primavera ou verão. E se, por acaso, você der o azar de pegar um raro temporal, entre em algum dos inúmeros cafés da cidade e espere o tempo melhorar – nesses casos, nenhum guarda-chuva salva!!!  😀